quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mingau de aveia com banana

Descobri a aveia recentemente. Na verdade, eu já havia feito algumas experiências com ela antes, mas nunca me caía bem. Com a descoberta da sensibilidade à lactose resolvi tentar novamente, desta vez sem o leite comum, e passei a gostar muito.

Este é um mingauzinho inofensivo e muito rápido, ideal para o café da manhã em momentos de pressa - ou preguiça, como no meu caso.

Coloco numa panelinha uma xícara (230 ml) de leite (eu uso o com baixa lactose ou o de soja), 2 colheres de sopa cheias de aveia em flocos finos e 8 gotas de adoçante (eu uso o Stevita, não fica muito doce, se vc é formiguinha coloque mais). À parte, amasso uma banana e reservo.

Levo a panelinha ao fogo alto, mexendo sempre até engrossar. É bem rápido. Então junto a banana e um pouco de canela, misturo bem e está pronto!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Creme de tapioca com coulis de amoras

Três primeiras vezes aqui: É a primeira vez que faço (ou como) creme de tapioca, a primeira vez que faço (ou como) coulis e a primeira vez que uso as tacinhas lindas que comprei esses dias.

E o mais importante: além de linda, a sobremesa ficou perigosamente boa!

A receita da tapioca eu tirei daqui, mas a minha não ficou igual à dela. Acho que devia ter tirado um pouco antes do fogo, pois ela ficou um pouco mais consistente - o que, aliás, não prejudicou em nada!

Traduzindo:

Pudim de tapioca

Ingredientes:
1/3 xícara de tapioca
1 xícara de água
1/2 xícaras de açúcar
4 xícaras de leite
2 ovos
2 colheres de chá de baunilha

Preparo:
Deixe a tapioca de molho na água por 60 minutos. Junte o leite, o açúcar e os ovos. Reserve por 30 a 60 minutos. Leve ao fogo até ferver mexendo com frequência com um batedor de arame. Tire do fogo e reserve por 60 minutos sem mexer. Cubra com filme plástico diretamente na superfície (para não formar película) e leve à geladeira até a hora de servir. Rende um monte!

O que fiz diferente:
Mexi com uma colher de plástico mesmo, fiquei com medo por causa do teflon. Quando tirei do fogo não sabia se colocava direto no prato de servir, então deixei na panela mesmo.

Percebi que não tinha indicação de quando entrava a baunilha, então coloquei no final mesmo, depois de desligado o fogo.

Formou a tal da película (era uma camada grossinha, mesmo). Depois que esfriou eu tirei da panela e joguei fora a película/camada, coloquei no prato de servir e levei à geladeira.

Meu erro fatal:
Como ia receber visitas, dobrei a receita. Foi um erro. Conforme indicado (a gente nunca acredita nessas coisas...), a receita rende, sim, um monte. E, na minha loucura, não lembrei que já havia outra sobremesa pronta, ou seja, era realmente demais. Agora só me resta presentear meus avós, que moram aqui pertinho!

* Minha idéia inicial era servir simples assim, só com canela, mas as amoras na geladeira sem destino certo me fizeram mudar de idéia. Ainda bem, pois achei a tapioca simples meio sem graça (sim, eu sei, que sacrilégio, mas gosto não se discute, se lamenta).

O coulis tirei daqui. Não conhecia esse blog ainda, e achei super fofo.

Ingredientes:
250g de amoras
50g de açúcar

Preparo:
Como a Larissa mesma diz, a receita manda misturar a amora e o açúcar e levar ao fogo até ferver. Ela fez diferente, mas eu segui a receita - ou quase (hehe).

Adicionei o suco de 1/2 limão e dei aquela esmagadinha básica nas amoras, no fogo mesmo, mexendo sempre. Ferveu, deixei mais uns segundinhos (pra ver se ia engrossar ou coisa do gênero - se engrossou, foi bem pouquinho, nem percebi) e desliguei o fogo.

Deixei esfriar e servi por cima da tapioca, na tacinha nova.

Não ficou linda?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Creme de brócolis nada light

Eu tinha, em algum lugar do passado, a receita de um creme de brócolis delicioso. E, como eu já tinha na geladeira um buquê de brócolis japonês aferventado, resolvi tentar reproduzi-la.

Devo dizer que o resultado foi ótimo!

Refoguei uma cebola e dois dentes de alho em um fio de óleo até começar a dourar, então juntei os floretes de brócolis e um pouquinho de sal (melhor faltar do que sobrar, certo?). Não me preocupei em deixar muito pequenos, pois iria passar tudo pelo liquidificador depois.

Deixei os brócolis refogando um pouco, e então juntei água suficiente para quase cobrir os floretes (tenho certeza de que a receita original usava algum tipo de caldo). Deixei cozinhando por cerca de 5 minutos, a água reduziu levemente.

Passei para o liquidificador e bati até ficar mais ou menos homogêneo. Também não precisa ser papinha, eu ainda consigo mastigar (hehe). Precisei colocar um pouquinho mais de água, mas como eu gosto bem cremosa foi um pouquinho só!

Juntei duas colheres de sopa de requeijão cremoso e um punhado pequeno de nozes (um restinho do pote, mesmo. Lembro que na receita original eram usadas castanhas do pará, mas eu não tinha), bati novamente e acertei o sal.

Rendeu 2 pratos - é pouco, eu sei. Mas como a draga está viajando e estou sozinha em casa, achei até bom! rs

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bolo de Aveia sem foto :(

Mais uma receita copiada na maior cara dura. Quando eu vi esse bolinho no Doces Encontros soube que teria que fazer no mesmo dia, e não me arrependi. Adorei!!

Ingredientes:

1/2 xícara de manteiga
1 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de aveia em flocos
1/2 xícara de farinha branca
1/2 xícara de farinha integral
1 colher (chá) de canela
1/2 colher (café) de cardamomo em pó
2 colheres (chá) de fermento em pó
4 ovos
1/4 xícara de leite
1/2 xícara de uvas passas passadas na farinha de trigo (opcional - eu usei)

Preparo:

Coloque todos os ingredientes numa vasilha, exceto as passas. Bata bem com uma colher de pau ou na batedeira (bati na mão, por preguiça de lavar os batedores hehe). Junte as uvas e misture.
Coloque a massa numa forma de 20 cm de diâmetro untada. Asse em forno quente (200ºC) preaquecido, por uns 35 minutos (aqui ficou um pouco mais, talvez uns 45 min), ou até que enfiando um palito no meio, este saia limpo. Desenforme ainda quente, ou corte e sirva com uma colher de sopa de mel sobre o pedaço.

* A única alteração que fiz foi não servir com a colher de mel. Achei ele doce na medida perfeita. Mas confesso que dois dias depois, quando esquentei uma fatia rapidamente no microondas e servi com uma bola de sorvete sabor Ouro Branco, o resultado foi estupendo! rs

* Pena que não sobrou pra foto... hehe... ando com preguiça de fotografar as coisas, pode uma coisa dessas? Mas como eu certamente vou fazer esse bolo novamente, posto da próxima vez! rs

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Trio de berinjela, tomate e cebola

Sim, eu copio na maior cara dura, e ainda mais se for fácil assim! Mas pelo menos dou o crédito! rsrs ;)

Dia desses eu encontrei essa receitinha no Frango com Banana e soube na hora que precisaria reproduzi-la. Minhas alterações foram poucas, e mais porque eu esqueci de uns passinhos (hehe é a minha cara). Mas ficou absolutamente deliciosa!! Eu tinha certeza de que a berinjela ia ficar esponjosa, mas estava redondamente enganada.

O único problema é que, mesmo fazendo uma só receita (que nem é grande!), acabei comendo o mesmo prato três vezes! rsrs

Passo a receita original e indico as pequenas alterações que fiz.


Trio de berinjela, tomate e cebola

Ingredientes:
- 1 berinjela média
- 2 cebolas médias
- 2 a 3 tomates (usei só 2)
- azeite
- 200 gr de queijo parmesão ralado (usei menos)
- orégano (usei manjericão fresco)
- sal a gosto

Preparo:
Corte a berinjela em rodelas com aproximadamente dois centímetros (fiquei com medo de ficar borrachenta e cortei um pouquinho mais fina, 1,5 cm) e a cebola e o tomate em rodelas um pouco mais finas, 1,5 cm (também deixei menores). Passe um pouco de sal com o dedo no lado de cima da berinjela, regue com um fio de azeite, salpique orégano (usei só manjericão e entre as duas últimas camadas) e coloque um pouco de queijo parmesão (coloquei só por cima da última camada). Em cima da berinjela coloque a cebola e, em cima da cebola, o tomate, repetindo o procedimento com o sal, fio de azeite, orégano e queijo ralado. No tomate coloque um pouco mais de sal e capriche no queijo (o dobro), finalizando assim a montagem. Leve ao forno baixo em uma assadeira por aproximadamente 30 minutos ou até ficar douradinho. Antes de servir regue com azeite (não fiz).

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sim, eu sou uma desmiolada.

Eu sei que já mencionei aqui que tenho um parafuso a menos. E tenho certeza de que alguém aí não deve ter acreditado.

Agora sei que todos serão convencidos.

Umas duas semanas atrás eu estava com uns morangos na geladeira e precisava dar cabo deles, então resolvi fazer uma tortinha.

Escolhi cuidadosamente uma receita na internet e a alterei levemente, pois ela só pedia gelatina de morango e nada da própria fruta.

Ao invés de fazer a base padrão que sempre faço para tortas (biscoito maizena e manteiga), resolvi tentar usar biscoito Chocooky, reduzindo a quantidade de manteiga. Não foi a melhor idéia que já tive, mas também não foi a pior. A base ficou gostosa, mas facilmente quebradiça e com o tempo começou a ficar úmida.

Na hora de fazer o recheio, como eu disse, acrescentei morangos que a receita não pedia.

O resultado foi muito bom, a torta ficou uma delícia, tirei a foto e ficou bonita também.

Então, qual é o problema?

Well... Eu não me lembro da receita. Não, não lembro o que coloquei naquela gosma rosada gostosa que ficou em cima da base. Se a retardada aqui tivesse anotado no dia, não teria esse problema, mas não, tinha que deixar pra depois.

Bom, taí o depois. Não achei a receita. Passei horas procurando na internet, em trocentos sites, até no histórico do navegador.

Adiantou?

Não.

Bom, deixo a foto, junto com a lembrança de que minha memória é RAM (desligou, apaga mesmo). Se eu algum dia lembrar da receita, ou encontrá-la por acidente (não, não vou mais procurar, oras! Larguei o corpo!) eu posto por aqui. Caso contrário, fica a lição...

:s

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Peito de frango ao molho de mostarda

Decididamente, eu tenho um parafuso a menos.

Quando vi a receita do Frango com Molho de Mostarda ao Porto que a Laurinha postou fiquei logo na fissura para reproduzi-la, e demorei alguns dias mas finalmente consegui me programar para fazê-la. Fiz minhas adaptações, é claro, pois não uso álcool aqui em casa e também fiquei na preguiça de preparar o caldo de frango (é, realmente, nem o de tabletinho rolou). Mas tudo bem, não tem problema. A questão é que, depois de preparar o prato eu dou a primeira garfada e me lembro: "Peraí, mas eu nem gosto de mostarda!".

Como eu disse, um parafuso a menos.

No final das contas, a mostarda nem estava forte e eu acabei gostando bastante do prato mesmo assim. O episódio serviu, mesmo, pra eu aprender a prestar atenção no que está escrito e não me deixar seduzir pela foto do prato. hehehe

Peito de frango ao molho de mostarda

Para 1/2 kg de peito (olha eu comendo a mesma coisa a semana inteira) usei um fio de azeite, no qual refoguei o frango cortado em pedacinhos. Salguei na panela mesmo e me arrependi de ter usado só sal, devia ter usado algum tempero completo.

Quando o frango já estava cozidinho achei por bem colocar uns temperinhos - fiquei com medo de ficar meio sem graça, já que tudo o que faço leva alho ou cebola (ou os dois rsrs) - , então coloquei uma colher de chá de alho granulado e duas de cebola em flocos (olha, não fez nem cócegas...).

Refoguei rapidamente e juntei então 1 xícara de água quente, 1 caixinha de creme de leite de soja, 2 colheres de sopa de mostarda escura (era a que eu tinha), 2 colheres de sopa de mostarda em grãos amarela e um pouco mais de sal.

Fervi por uns 2 ou 3 minutos e servi.

Conclusão: Devia ter usado o caldo de frango, com certeza, nem que fosse o de tabletinho (vergonhinha aqui, porque a receita original usa). Ou então refogado uns temperinhos junto com o frango. Ou, quem sabe os dois (hehe). Outra coisa que eu poderia fazer é refogar o frango na manteiga/margarina e não no azeite, acho que dá um gostinho muito bom. Tirando isso, o prato é bem gostoso, muito rápido de fazer, com certeza vou repetir - só que fazendo direito. ;)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Meu primeiro selinho!!!

Nossa, como fiquei feliz! Ganhei meu primeiro selinho (quando eu disse isso para o namo ganhei um olhar ameaçador... hahaha... até que pude explicar o que era! hihi)!!

Quem me ofereceu foi a Téia, do Banquetes e Lanchinhos.

E agora, já que sou super novata com selinhos, não sei o que fazer! hahaha

Devo oferecer a outras foodies?? Só se eu quiser? Afinal de contas, como sou uma foodie novata, acho que todas as que eu sigo já devem tê-lo! hihi


Téia, muito obrigada!!! Adorei!!

Refogadinho de cebola e pimentões

Eu adoro meus almoços de improviso, aquela olhada rapidinha na geladeira que diz "Ok, preciso usar tudo isso aqui senão vai fora".

Eu já andava com uns brócolis cozidos na geladeira há quase uma semana. Os pimentões eram novos, eu sei, mas se eu não começo a usar logo sempre tem um pedaço que não dá tempo de comer. E cebola, well, eu adoro cebola.

Refoguei em uma panela com óleo uma cebola média cortada em oitavos. Primeiro no fogo médio-alto, pra dar uma queimadinha mesmo, e depois em fogo baixo, pra cozinhar, mexendo de vez em quando. Quando ela já estava douradinha acrescentei os pimentões: cerca de 1/3 de cada (um vermelho e um amarelo). Continuei mexendo de vez em quando e quando os pimentões já estavam meio refogadinhos também acrescentei os floretes de brócolis. Eram uns 4 grandes, que cortei antes de acrescentar.

Aqui entra uma observação importante: Tanto a cebola quanto os pimentões podem ficar muito, mas muito tempo cozinhando. Demora a queimar se o fogo for baixo, e eles caramelizam antes. É nesse ponto que eles ficam docinhos - e é assim que eu adoro! Então, depois que coloquei os floretes de brócolis, eu podia refogar o quanto quisesse, pois certamente a cebola e os pimentões não iriam queimar antes deles. Ou seja: meu termômetro foi, sim, o brócolis. Quando achei que ele já estava pronto, salguei, mexi mais um pouco e tirei do fogo.

Virei da panela direto no meu prato e ataquei. Só lá pela metade da refeição é que lembrei de tirar a foto, por isso perdoem a leve falta de ingredientes no prato... hehe

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dois bolos de cappuccino

Desde que vi a receita do Bolo de Cappuccino do Apok@lypsus, no cantinho da Marta, fiquei com as lombrigas me coçando pra fazer uma versão integral. Só que a draga que mora aqui em casa andava reclamando que de uns tempos pra cá eu só faço coisas integrais e "naturebas", e também ficou de olho na receita. Na original, é claro. rs

Tá bom, eu então resolvi ser boazinha e fazer o bolo para a draga. É claro que provei, e estava uma delícia! Mas eu não podia me acabar nele, portanto já deixei anotadinha a receita da versão... well... quase natureba.

Receita original do Apok@lypsus

Não vou postar a receita do bolo original, o link está ali em cima. Mas a minha variação, preciso dizer, também ficou muito gostosa! Achei até que podia ter aumentado a quantidade do cappuccino, ou então a variedade/quantidade de especiarias. Ficou um bolo delicioso e suave, que não sei se posso chamar de integral pois, apesar de não ter usado farinha ou açúcar brancos, usei ovos e pó de cappuccino tradicional. Ainda não sei o que qualifica um alimento como integral, será que é só a farinha?! hahaha

Mais um detalhe: Como a draga não se aventura nas versões integrais, eu não ia fazer um bolo daquele tamanho só para mim, portanto reduzi a receita para cerca de um terço do tamanho.

Bolo de Cappuccino Integral... ou não!

Ingredientes:
1 colher de sopa cheia de cappuccino em pó
100 ml de leite de soja (ou não)
35 g de margarina em temperatura ambiente
100 g de açúcar mascavo
1 ovo
120 g de farinha de trigo integral fina, mais o suficiente para polvilhar a forma
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela em pó

Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180º. Unte uma forma com margarina e polvilhe-a com farinha de trigo integral.
Dissolva o pó de cappuccino no leite. Ele não dissolve totalmente, eu faço o que dá!
Numa tigela, bata bem a margarina com o açúcar mascavo. Demora um pouquinho mas fica cremoso.
Junte a gema do ovo e continue batendo até obter um creme liso.
Adicione então a farinha, o bicarbonato, a mistura de leite com cappuccino e a canela em pó, misturando muito bem.
À parte, bata a clara em neve bem firme e junte-a à massa, misturando delicadamente sem bater.
Coloque a massa na forma preparada e leve ao forno por cerca de 30 minutos (faça o teste do palito).

Minha versão

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Frango Assado com Laranja e Sálvia

Eu confesso: tenho total e absoluto horror de colocar a mão em carne crua. Na verdade, como não faço muita questão de ter a carne em minha dieta isso nem faz tanta diferença assim, mas nas poucas vezes em que resolvo preparar qualquer carne que não seja moída sempre me deparo com esse probleminha.

Desta vez, consegui fazer tudo sem nem mesmo encostar nela. É claro, a remoção da gordura ficou para depois de pronta, mas eu acho que assim inclusive dá menos trabalho! hehe

Tudo começou quando descongelei a bandeja de carne errada [Aplausos, aplausos. Obrigada.]. Eu planejava fazer uma variação do Frango com Molho de Mostarda ao Porto, da Laurinha, mas já comecei errado! hehe

Tudo bem... vamos improvisar. A bandeja retirada também continha frango, mas eram sobrecoxas ao invés do peito. Como tinha uma outra receita que eu também queria provar (o Frango Assado com Laranja e Sálvia, do As minhas Receitas), segui a ela.

Eu tinha quatro sobrecoxas (só para mim, veja só que gulosa! - malditas bandejas! rs). Coloquei-as em um recipiente e juntei um generoso fio de azeite, o suco de uma laranja, dois dentes de alho ralados, algumas folhas de sálvia rasgadas de qualquer jeito, sal (detesto esta parte, nunca sei quanto sal colocar... um dia aprendo) e uma cebola cortada em oitavos. Deixei marinando por cerca de 30 minutos.

Pré-aqueci o forno em temperatura média-baixa, arrumei as sobrecoxas em uma travessa e joguei a marinada por cima. Como sou, digamos, beeem medrosa com relação a tempo de forno, principalmente com carnes (na verdade, nunca assei carnes antes! hahaha), assei por 30 minutos em forno médio-baixo. Como as sobrecoxas ainda estavam branquinhas, aumentei para fogo médio e deixei até dourar. Ficou no forno cerca de 1 hora, tempo total.

O resultado foi, tirando o fato de que faltou um pouquinho de sal (já imaginava... snif...), delicioso! Fiquei orgulhosa de mim! hahaha

Agora sei que fazer frango assado não é nenhum bicho de sete cabeças... rsrs... e posso variar nos temperinhos, oras! O único problema é que, como eu disse, são quatro sobrecoxas... hã... será que alguém me ajuda?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A beterraba que virou sopa

Andei vendo tantas beterrabas assadas nos blogs por aí que fiquei na fissura de fazer também.

Então, após dar uma olhada nas várias receitas encontradas, inventei a minha (claro).

Comprei uma bandeja (500 g) de mini-beterrabas. Lavei muito bem, sequei (faça isso com toalhas de papel ou um pano de prato já manchado - depois não diga que não avisei), cortei ao meio e temperei: um fio generoso de azeite, uma colher de sopa de açúcar mascavo (sim, eu queria elas doces) e uma pitada de sal (só pra não faltar). Misturei bem, coloquei em um envelope de alumínio dentro da forma e levei ao forno baixo por uma hora.

Quando provei, confesso que esperava mais. Não sei se faltou tempero, mas ficou quase a mesma coisa que se eu tivesse cozinhado as beterrabas. Nem doces ficaram.

Todo mundo anda falando por aí da tal beterraba assada, eu fico com a cozida mesmo, que fica pronta mais rápido.

Comi algumas no almoço, sim. O resto virou sopa.

* Depois fiquei pensando se não valeria a pena tentar fazer novamente só que temperando com várias ervas. Fica a idéia, depois penso no caso. Antes preciso acabar com um monte de sopa.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Fusili integral (de novo?) com frango e pimentões (ah, bom! rs)

Gente, descobri o paraíso. Sério mesmo. Juntando as sobrinhas aqui em casa cheguei a uma combinação fantástica, que vou repetir muuuitas vezes. Amei!!

Adoro pimentões vermelhos e amarelos, principalmente na salada. Acontece que o tempo não tem colaborado muito, e em dias frios não me apetece a saladinha. Admito: minhas saladinhas de saladinhas não têm nada. Elas são costumeiramente monstruosas... hehehe... vou montando diretamente no prato, fazendo camadas de alface, rúcula, tomate, pimentão, manga e o que mais estiver dando sopa, e costumo terminar com queijo branco. No final elas estão sempre enormes - o que não é um problema, mas acaba sendo sempre o prato único do almoço.

Voltando aos dias frios, eu estava com dois pimentões, um vermelho e outro amarelo, já começando a murchar na geladeira. "Vai ter que ser", pensei. E foi.

Cortei os dois pimentões pela metade, no sentido longitudinal, e fatiei, no sentido transversal. Fiz o mesmo com uma cebola pequena. Desfiei um restinho de frango assado que estava na geladeira - acho que era uma sobrecoxa hehe - e coloquei água para ferver (para o macarrão). Cogitei seriamente fazer um arroz integral ao invés do macarrão, mas iria demorar muito e eu não tinha tanto tempo.

Coloquei um pouco de óleo em uma panela pequena e, assim que esquentou, juntei os pimentões e a cebola. Mexi bem, salguei um pouquinho e deixei refogar até caramelizar, mexendo de vez em quando (de vez em quando não quer dizer a cada 10 minutos, fique perto da panela!). Enquanto isso a água do macarrão ferveu, adicionei um fio de óleo, sal e um punhado de fusili integral (olha eu de novo com os punhados... hehe). Lembrei também da montanha de tomatinhos cereja da geladeira, então resolvi juntar alguns. Cortei oito tomatinhos em quatro partes cada um, no sentido longitudinal, e reservei. Quando o macarrão ficou pronto, o refogado de pimentões e cebola já estava quase no ponto também, então juntei o frango desfiado, misturei bem e deixei refogar mais um pouquinho. Juntei os tomates, misturei novamente e dei aquela esmagadinha básica que eu sempre dou. rsrs

Juntei o macarrão já escorrido na panela (tem gente que não gosta que faça isso - meu namorado é um deles, mas estou em casa, fazendo almoço para um, e ninguém tem nada com isso! hehehe), misturei e servi (o melhor, me servi! rs).

Vou ser bem sincera... do jeito que eu fiz realmente ficou uma delícia, mas acho que teria ficado ainda um pouco melhor se eu não tivesse colocado os tomatinhos. Ficou aquele docinho do caramelizado, adoro!!

* Até lá pela metade do refogado eu ainda achava que ia sobrar pra fazer um sanduichinho mais tarde... mas não adianta, ele começa com uma panela cheia e termina com um fundinho só. Fiquei bem triste porque já contava com o sanduichinho do jantar (hehe), mas sem problemas. Ainda tenho cebolas de monte e a outra metade dos pimentões. O frango, se bobear, nem precisa. Ou, também, compro pronto no mercado! hihihi

Rendeu uma porção, well, servida. Mas só pra um!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Quiche-iche-iche que quase não foi

Que eu sou desatenta não é nenhuma novidade. Mas o que eu fiz com essa quiche, realmente, merece um prêmio. Eu consegui errar a massa duas vezes. DUAS! E ambas por falta de atenção (a gente acha que depois de jogar a primeira massa fora, vai prestar mais atenção na segunda, né... uma ova!).

Tá, eu sei que vocês vão todas rir da minha cara... mas é pra isso que a gente está aqui. Afinal de contas, são aventuras culinárias, não são?

A idéia original era reproduzir (máomeno, né) a receita da Quiche Lorraine Magrinha, da Laila. Com algumas alterações, é claro. Eu não sou muito das coisas light - quer dizer, das coisas artificialmente light. Comidinhas natureba, sim, claro, mas creme de leite light, queijo light... essas coisas prefiro usar na versão normal, mesmo. Eu pretendia, mesmo, era usar a receita substituindo os ingredientes light por normais e usar os meus tomatinhos assados. E então começou a aventura.

A receita separa os ingredientes em duas seções: Recheio e Massa. E você acha que a doida aqui deu atenção a esse mínimo detalhe? É claro que não! Portanto, quando o preparo indica que se processe o arroz cozido com o queijo (parmesão, é claro), a louca aqui colocou o mussarela. Depois de processar os ingredientes da (suposta) massa, a doida percebeu que algo estava errado e foi rever os ingredientes. "Não acredito!!". Massa para o lixo.

Na hora de fazer a segunda tentativa da massa... não sobrou arroz suficiente.

AIMEUDEUSDOCÉU! Eu é que não vou fazer arroz de novo!! Então... ok, completamos com farinha de trigo integral. Tudo bem, tudo bem. Continuamos... é o arroz, o queijo (parmesão, dessa vez), o ovo e o amido. Uma olhadinha rápida nos ingredientes... e a retardada aqui não me faz a mesma coisa? Coloquei o amido do recheio, ou seja, uma colher de chá ao invés de duas de sopa. [Aplausos, aplausos. Obrigada.]. Isso eu acabei percebendo na hora de fazer o recheio, é claro. Mas daí eu realmente não ia fazer outra massa. Então pensei: "Ah, já coloquei farinha na massa, acho que o amido seria menos, mesmo. Fica assim, não quero nem saber."

Ficou com uma consistência péssima, juntei mais um ovo e processei de novo... hehehe... consegui espalhar na travessa cuidadosamente com uma colher.

Daí não sabia se assava a tal da massa antes de colocar o recheio, afinal de contas tinha farinha não prevista na massa. Acabei assando por 5 minutos e depois desisti. O_o

Ok, essa foi a odisséia da massa, só por diversão. Mas vamos à receita direitinho.

Coloquei um pouco de margarina em uma frigideira, juntei uma xícara de cebolas em fatias finas e refoguei em fogo baixo até amolecer (a receita pede xerez mas não usei, se precisar junte um pouquinho de água). Deixei esfriar e enquanto isso fiz a massa. Os ingredientes corretos são: 2 xícaras de arroz integral cozido ( a Laila não usou sal nenhum, eu usei uma colher de chá rasa), 2 colheres de sopa de parmesão ralado, 1 ovo e 2 colheres de sopa de amido.

Para fazer o recheio, bati 2 caixinhas de creme de leite com 3 ovos e então incorporei 1 1/4 xíc. de queijo mussarela ralado grosso, 1 colher de chá de amido de milho, uma pitada de noz moscada, uma pitada de sal (a receita não pede), a cebola cozida e cerca de metade dos tomates assados que fiz. Medi no olho mesmo, coloquei o quanto achei que ficaria bom.

Coloquei sobre a massa, encheu até a borda. Mais um pouco vazava (fiquei com medo de crescer e vazar, até).

Coloquei no forno pré-aquecido em temperatura média-baixa (meu forno não diz os graus) por cerca de 40 minutos. Quando uma faca saiu limpa (não seca) do centro, estava pronto.

Enquanto assava, o recheio cresceu, mas só para cima hehe. Depois que desliguei o forno ele voltou ao tamanho anterior.

Tirei do forno, esperei esfriar, fotografei e provei.

Surpreendentemente, a quiche prestou. O recheio ficou uma delícia (tá certo que não foi ele que fiz errado hehe), e a massa... well, já era esperado. Mas não chegou a atrapalhar o resultado! hihi

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tomatinhos assados

Eu tentei. Juro que tentei. Procurei em vááários blogs a receita de tomatinhos assados que tinha visto algum tempo atrás, e não encontrei. Resolvi, então, fazer a minha própria receita, claro.

Detalhe: Depois que fiz a receita do meu jeito (mesmo sabendo que estava muito diferente da original), encontrei. Era esta aqui.

Segue a minha versão:

Em uma tigela grande (nem precisava ser tão grande) ralei dois dentes de alho, juntei um pouco de manjericão seco, duas pitadas de sal e cerca de 1/4 de xícara de azeite (tudo no olho, não medi nada). Misturei bem e reservei.

Levei e sequei bem uma bandejinha (400 g) de tomates cereja, daqueles que eu gosto, os mais compridinhos. Depois cortei cada um no meio, no sentido longitudinal, e juntei ao azeite temperado reservado.

Deixei tomar gosto por cerca de uma hora.

Então virei os tomatinhos em uma assadeira grande, deixei todos com a parte cortada para cima e nenhum sobreposto. Na medida do possível, tentei pegar o temperinho que escorreu no fundo da assadeira e colocá-lo em cima dos tomatinhos.

Pré-aqueci (se é que posso dizer tanto) o forno no mínimo, por cerca de 5 minutos - só pra dizer que não estava gelado.

Deixei os tomatinhos assando assim, em fogo baixíssimo, por uma hora.

Ficaram lindinhos, e super temperadinhos.
Se você não gosta muito de alho, melhor fazer com menos. Na verdade, use os temperos que quiser! rs

- Mas Ba, o que você vai fazer com esses tomatinhos lindamente assados?
- Ah, mas isso já é outra receita!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sanduíche de pão integral com frango desfiado e salada

Andava na fissura de fazer um pão integral na MFP, mas parece que o pão que tinha em casa nunca acabava! E realmente não ia acabar mesmo, acabou mofando!

Tudo bem, sem problemas. Pelo menos assim eu podia meter as mãos na massa sem aquele sentimento de culpa de fazer algo que já tinha em casa.

Não vou me alongar na receita do pão (passo no final do post) - até porque usei a receita do manual da máquina, tal qual está ali. O importante é que, depois das três horas e meia que o ciclo leva, eu ouvi aquele bip que diz: "Pão quentinho saindo!" Ah, e o cheirinho pela casa!

Tudo bem. Deixei esfriar um pouco, como manda o figurino, e de repente lembrei do frango assado na geladeira, e daquele monte de folhas de salada que o frio não me deixa com vontade de comer. "Ah, sanduba!!"

Comi a casquinha de fora do pão com margarina derretendo, só pra ter o prazer (!). Então montei um sanduichinho com frango desfiado, tomatinhos cereja, rúcula, alface roxa, azeite, manjericão seco e sal. Well, sanduichinho uma ova... ele deu trabalho! rs

Foi um lanchinho da tarde (às 8:30 da noite) muito gostoso, e fiquei muito feliz por a receita do pão ter dado certo. A MFP aqui em casa fica muito tempo parada, mais do que eu gostaria. Morro de inveja da Ana Elisa e da sua disposição domingueira para fazer pão. Um dia chego lá, mas começo com a maquininha. hehe

A receita do pão: Pão de Trigo Light
(para pães de 600 g - Ciclo Integral)
1 copo de água (240 ml)
1 colher de sopa de margarina
1 1/2 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 copos de farinha de trigo especial (480 ml)
1 copo de farinha de trigo integral (240 ml)
2 1/2 colheres de chá de fermento biológico seco

Retire a forma de assar de dentro da Máquina de Pão e adicione todos os ingredientes na ordem acima.
Recoloque a forma de assar na Máquina de Pão.
Selecione o tamanho do pão, a cor da casca e o ciclo recomendado.
Feche a tampa e presione o botão Iniciar/Parar.

*Obs.: As medidas acima utilizam o copo e a colher medidora que acompanham a máquina.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fusili integral com alho e tomatinhos

Tenho certeza de que tem gente aí pensando: "Ué, mas ela não postou essa mesma receita esses dias?"
Não. Essa é essa, aquela é aquela. Mas sim, elas são parecidas.

Explico:

Questão 1: Como aqui em casa sou a única consumidora de integrais e verduras, legumes e semelhantes, acabo por ter que repetir o mesmo prato várias vezes para conseguir acabar com um ingrediente. Neste caso, o macarrão.
Questão 2: Passei no mercado agora há pouco e os tomatinhos cereja, que eu tanto adoro, estavam muuuito baratos. E quando eu digo muuuito baratos, eu quero dizer R$ 0,66 a bandeja. Vocês me perdoem, mas correndo o risco de ver alguns irem para o lixo por falta de uso, comprei duas.
Questão 3: Às 2:15 da tarde, quando deveria estar me preparando para ir para a academia, eu estava chegando do mercado. E eu ainda pretendo ir à academia, portanto o almoço precisava ser muito rápido (para que eu tenha tempo de pelo menos fazer uma digestãozinha hehehe).

Em 15 minutinhos o almoço estava pronto e a caminho de ser devorado. E ficou delicioso!

Usei a mesma unidade de medida que usei da outra vez: o "punhado".

Coloquei um punhado de macarrão para cozinhar em água fervente com óleo e sal, e enquanto isso lavei a louça (hehe). Daí piquei um dente de alho e parti oito tomates cereja em quatro partes cada, no sentido longitudinal. Quando o macarrão ficou pronto, escorri e deixei no próprio escorredor enquanto preparei o molho. Na mesma panela, joguei um fio de azeite, deixei aquecer e juntei o alho picado. Quando ficou douradinho adicionei os tomates cortadinhos, refoguei um pouco e dei uma leve esmagada com a colher. Voltei o macarrão à panela, salpiquei manjericão seco por cima (o meu fresquinho ainda está muito pequeno para ter folhinhas amputadas!), e mexi bem. Levei ao prato, joguei um pouco de queijo ralado por cima, bati a foto (hehe) e devorei!

* Rendeu uma porção leve, do tipo enrolex mesmo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tem coisas que só uma estufa faz por você

Uma floresta de espinafres.


E outra de cebolinhas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Arroz integral com ervilhas

Confesso que ainda estou longe de acertar o ponto do arroz integral, mas esta misturinha ficou tão gostosa que resolvi postar mesmo assim.

Depois da minha resmungada rápida sobre o tempo de cozimento dos alimentos integrais, a Lica me passou o link para uma receita infalível de arroz integral, que a Neide Rigo havia postado. Usando esta receita como base, fiz pouquíssimas alterações para chegar ao resultado que vos apresento, e que adorei!

Arroz integral com ervilhas

Refoguei meia cebola e um dente de alho em um fio de óleo na panela de pressão, mexendo bem. Daí juntei uma xícara de arroz integral e meia xícara de ervilhas e refoguei mais um pouco. Acrescentei quatro xícaras de água (a receita original da Neide Rigo, sem as ervilhas, pede três, então, com a adição das ervilhas, achei que quatro era um bom número rsrs), sal, misturei bem e fechei a panela de pressão. Assim que começou a chiar abaixei o fogo para o mínimo. Deixei cozinhar por 30 minutos (como manda a receita original), abri e vi que ainda estava muito molhado, então fechei novamente e deixei mais 5 minutos. Depois deixei a panela aberta por uns 10 minutos (com o fogo desligado) para secar um pouquinho mais e pronto!

Comi assim, purinho, sem nada para acompanhar. Na verdade, se tivesse um franguinho na geladeira eu talvez tivesse grelhado um filé de peito. Mas como não tinha, e só eu ia comer, assim mesmo ficou lôco de bom! rs

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fusili integral com PTS e tomates cereja

* Pra quem não sabe, PTS (Proteína Texturizada de Soja) é a famosa carne de soja.

Eu ando numas de limpeza na despensa e na geladeira. Sabe quando você compra, compra, compra e acaba nunca usando o que está na despensa? Pois é, eu sou assim. Infelizmente. E daí me sinto não apenas jogando dinheiro fora como também ocupando um espaço precioso na minha despensa, que já não é das maiores.

Na verdade, na limpa de hoje nem saiu muita coisa. Principalmente porque PTS é uma coisa que rende, digamos, muuuito. Parece que você usa, usa e nunca acaba.

Como eu queria um almocinho rápido (de novo, afinal de contas, quem é que quer ficar horas na cozinha para preparar almoço só para si mesmo?), dei uma olhada rápida na geladeira e na despensa e me lembrei daquele pacotinho de PTS já dando sopa há meses (não, não sei qual a validade do PTS... ainda mais que compro a granel, não tem informação no pacote :S).

Eu pretendia preparar o PTS refogado com umas abobrinhas que estavam na geladeira, mas cheguei atrasada - elas já eram. Mesmo. Foram para o lixo. Então mudei os planos e resolvi fazer o macarrãozinho básico, que é rapidinho, e juntar o PTS a uns tomatinhos cereja da geladeira que também já estavam querendo cruzar o Cabo da Boa Esperança.
É nessas horas que eu fico fula da vida, pois os comerciantes acham que só compra produtos frescos quem tem família grande. O tomatinho cereja vem na bandeja fechada, eu passo uma semana comendo. Tudo aquilo que vem em maços (rúcula, espinafre, agrião) tem uma porção enorme. E eu, comendo sozinha, tenho que passar a semana inteira comendo a mesma coisa - ou jogar metade fora, o que não acho uma opção muito razoável.
Desabafos à parte, mãos à massa. Atenção, receita para uma pessoa, uma só refeição, medidas em punhados (ou mãozadas)! rsrs

* Deixei um punhado de PTS de molho por cerca de 1 hora (era para deixar só 30 minutos, mas fui fazer outra coisa e me esqueci dele hehe). Depois espremi bem para tirar toda a água e reservei até a hora de usar.
Coloquei a água do macarrão para esquentar, e enquanto isso piquei meia cebola e um dente de alho. Refoguei em um pouco de azeite a cebola e o alho até ficar douradinho.
No meio do processo a água do macarrão ferveu. Coloquei um fio de azeite, sal e dois punhados de macarrão na água. Dei uma misturada e voltei ao refogado.
Juntei à cebola e ao alho o PTS reservado e mexi bem, ele começou a grudar na panela (provavelmente por causa do teflon inexistente) então juntei um pouquinho (pouquinho mesmo!) da água do macarrão. Quando já estava no ponto, juntei 5 tomatinhos cereja cortados ao meio no sentido longitudinal (uso aqueles mais compridinhos, parecidos com os italianos. Acho mais gostosos), dei uma esmagada de leve pra soltar um pouco do suco e mexi bem.
Quando o macarrão ficou pronto (no meio do processo do refogado, claro), escorri e voltei à panela para aguardar o molho. Não ia demorar, mesmo.
Quando o molho ficou pronto, juntei na panela do macarrão e mexi.
Espalhei um pouquinho de queijo ralado por cima e... olha, não é que ficou uma delícia?!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bolo de chocolate integral

[update]
Não entendi bem o que aconteceu, mas o começo do post que eu tinha escrito simplesmente desapareceu, então escrevo de novo! rs (me senti péssima quando vi que justamente o pedaço com a fonte tinha sido omitido...)

Tenho uma amiga que é super fã dos integrais, a Pri. Já comi na casa dela, duas vezes, um bolinho integral de chocolate que é uma delícia. Então achei que já era hora de pegar a receita para fazer em casa.
[/update]

Fiz só meia receita, já que no meu caso a receita é maior do que o número de pessoas da casa (:S), mas passo a receita inteira.

Bolo de Chocolate Integral

Bolo:
3 xíc. far. trigo integral fino
1 xíc. açúcar mascavo
3/4 xíc. óleo
1 3/4 xíc. água
2 col. sopa de chocolate em pó (a receita original pede cacau em pó, mas ela sempre usa o do Padre e agora eu também. O outro deve ficar mais amargo)
3 col. chá de bicarbonato de sódio
raspas de 1/2 limão
1 pitada de sal

Misturar tudo, mexendo bem à mão ou na batedeira. Untar uma forma, espalhar bem a massa e assar em forno médio por 15 a 20 minutos.

Cobertura:
1 xíc. água
1 xíc. açúcar mascavo
2 col. sopa de chocolate em pó (o mesmo)
1 col. sopa de óleo
Noz moscada ralada

Misturar tudo em uma panela e levar ao fogo, mexendo até ferver. A receita diz que engrossa mas nunca vi engrossar (nem na casa da Pri nem na minha). Fure o bolo com um garfo e empregue a cobertura sobre ele ainda quente.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Penne ao Funghi

É, no mesmo jantarzinho da mousse fora da dieta teve o macarrão fora da dieta. rs

Esta é a segunda vez que faço esse mesmo prato, com alterações apenas nas quantidades. Fica uma delícia, mas devo avisar: É capaz que engorde até mais do que a sobremesa! rs

Receita adaptada daqui.

Penne ao Molho Funghi (serve 6 pessoas)
40 g de manteiga
1 1/2 cebola média picada
75 g funghi secchi
30 g shiitake seco
200 g champignon fresco
1 litro de creme de leite fresco
sal e pimenta a gosto
700 g Penne grano duro preparado de acordo com as instruções da embalagem (diz-se para calcular 100 g por pessoa, eu sempre coloco um pouco mais para garantir. Nunca se sabe quando vai ter um comilão na mesa! rs)

Lave bem o funghi e o shiitake secos e deixe de molho na água morna por pelo menos 30 minutos (eu sempre acabo deixando mais). Enquanto isso, corte em fatias finas o champignon fresco e reserve.

Após o tempo do molho, coe os cogumelos, reservando a água, pique os pedaços maiores e remova os mais durinhos. Reserve.

Refogue a cebola na manteiga até começar a dourar, mexendo sempre, então junte os cogumelos deixados de molho. Refogue bem, e então junte o champignon fresco, mexendo até incorporar bem. Adicione um pouco da água do molho reservada (não precisa nem cobrir os cogumelos), coloque sal e pimenta a gosto e deixe cozinhar um pouco, mexendo sempre (se quiser um molho mais light (e forte), use assim mesmo). Adicione o creme de leite fresco, misture bem e deixe cozinhar mais um pouco para que o creme pegue bem o gosto dos cogumelos. Acerte o sal e a pimenta.

* Só cozinhe o macarrão quando o molho já estiver bem encaminhado, para que ele não esfrie. É mais fácil requentar o molho do que o macarrão pronto.

* Esta receita foi adaptada de acordo com os ingredientes que eu tinha em casa. Faça o mesmo!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mousse de chocolate

Esta receita já é tradicional na minha família, todo evento tem que ter. Se faltar, fica gente com aquela cara de "Ué, mas como assim não tem?"

Andei fazendo um jantarzinho aqui em casa e como sei que meu pai é totalmente chocólatra, sabia que esta seria uma ótima escolha de sobremesa. Na verdade sei que se tivesse licor de menta ele ainda acharia melhor, mas aqui em casa não entra pinga (sim, tudo o que tem álcool pra mim é pinga. Estou tentando me preparar psicologicamente para colocar álcool nas comidas, mas ainda não cheguei lá). hehe

Apesar da minha recente febre de comidinhas saudáveis, não posso obrigar todo mundo a me acompanhar, então esta receita é totalmente fora dos parâmetros da minha nova dieta. Mas de vez em quando uma fugidinha é normal em qualquer dieta!

Mousse de Chocolate
4 ovos
8 colheres de açúcar
1 lata de creme de leite sem soro
250 g de chocolate meio amargo

Derreta em banho-maria o chocolate e junte o creme de leite, misture bem (eu aqueço levemente o creme de leite no microondas - cerca de 1 minuto - e junto o chocolate em pedaços, vou misturando e levando novamente ao microondas se precisar até o chocolate derreter totalmente.) Bata as gemas com 4 colheres de açúcar até formar uma gemada clara e fofa, bata em outro recipiente as claras em neve e junte as 4 colheres restantes de açúcar até formar um suspiro.

Misture todos os cremes e coloque para gelar até a hora de servir.

* Como eu ia receber várias pessoas, fiz receita dupla.

domingo, 2 de novembro de 2008

Empanadas integrais de ricota com espinafre

Ahá, eu e os espinafres novamente... mas agora já está quase acabando! rs

Repeti a receita que tinha adaptado das Empanadas Minué, e adaptei mais um pouquinho - desta vez adicionei sementes de gergelim. Adorei!

Rendeu 14 empanadas de tamanho normal, e como só eu como essas coisas integrais aqui em casa acabei tendo que fazer uma doação para meus avós (que moram muuuito pertinho), mas tenho certeza de que ninguém achou ruim! rsrs

Empanadas Integrais de Ricota com Espinafre

Recheio:
25 g de manteiga
1 dente de alho ralado
1 col chá de cominho em pó
250 g de espinafre picado
300 g de ricota
1 col sopa de queijo parmesão
1 col sopa de azeite (acabei de perceber que esqueci de usar!)
sal, pimenta e noz moscada ralada a gosto

Aqueça a manteiga em uma panela junto com o alho e o cominho. Quando a manteiga fizer espuma e as especiarias estiverem aromáticas, junte o espinafre e refogue até murchar bem. Deixe esfriar levemente e junte a ricota já desmontada e o restante dos ingredientes. Reserve até a hora de montar as empanadas.

* Sobrou um pouquinho do recheio, acho que daria para montar mais duas empanadas...

Massa:
250 g de farinha de trigo branca
250 g de farinha de trigo integral
1 colher sopa rasa de sal
100 g de manteiga em temperatura ambiente
1 ovo
água fria, o necessário (usei 130 ml, mas vá adicionando devagar de acordo com a necessidade)
1/3 xíc. gergelim branco (queria usar preto também mas não tinha em casa, snif!)

Misture o sal com a farinha peneirada. Some a manteiga e trabalhe até conseguir uma farofinha, junte o ovo batido e mexa a massa, caso necessite, junte um pouco de água fria para unir a massa. Por último adicione as sementes de gergelim e misture bem até incorporar.

Pré-aqueça o forno a 200°C.

Monte as empanadas (usei cerca de 60 g de massa para cada uma - sim, eu pesei - mas só uma! rs) e coloque-as numa assadeira polvilhada com farinha de trigo integral. Asse por 30 minutos ou até dourarem, se quiser pode pincelar com uma gema de ovo (eu não fiz).

* Montei as empanadas individualmente, em formato tradicional de pastel, abrindo cada massinha na mão/mesa e deixando-a o mais fino possível. Deve dar para abrir a massa com o rolo e usar um cortador, imagino que seja mais rápido.

* Como rendeu muitas empanadas, assei a primeira fornada enquanto montava a segunda.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Eu tenho uma hortinha!!!

Hoje foi um dia muito legal!

Dei uma passada na chácara da minha avó (na verdade é só uma casa de campo, mas a gente acostumou a chamar de chácara desde pequena, então...) porque resolvi colocar umas jardineirinhas com temperinhos aqui em casa. A caseira de lá, coincidentemente (ou não) também minha diarista, arrumou tudo direitinho pra mim e eu só tive que trazer no porta-malas. Sim, eu sei, sou uma sortuda! hehehe

Só que lá, de frente para aquela horta linda, eu acabei trazendo para casa montes e montes de quê? Espinafre, é claro. E como aqui em casa só quem come espinafre sou eu, já distribuí uma parte e vou fazer uma força danada para dar conta do que restou!

Apesar de ter carregado a máquina fotográfica comigo, acabei esquecendo de bater uma foto da floresta de espinafre de lá (snif), mas pelo menos posso mostrar como ficou meu começo de hortinha aqui em casa!! (Tá certo, tem algumas mudas meio murchinhas, mas elas acabaram de chegar de viagem! Dá um tempo pra elas!)

Tem coisa ali que eu nem sei usar (a maioria hehe), mas a idéia é justamente aprender.

Na verdade esse é só o começo, quero subir a jardineira da esquerda e colocar na parede acima da outra, e colocar umas trepadeirazinhas e flores também. Mas vou devagar, já que sou totalmente novata no assunto.

Ainda assim, estou orgulhosa de mim! :D

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Almoço rápido para um

Com o recente veredicto da intolerância à lactose, já comecei minhas aventuras pelos alimentos integrais.

Nunca tinha comprado macarrão integral porque uma vez fui fazer arroz integral e ele levou uma eternidade para ficar pronto. A lógica diz (pelo menos a minha), portanto, que todos os alimentos integrais são de cozimento demorado, o que me manteve afastada deles desde então.

Well, no more.

Dei aquela passada básica no mercado, comprei um leite de soja de cada marca (vou provar todos, oras), arroz e macarrão integrais. Farinha de trigo integral e açúcar mascavo já tinha em casa. E comprei mais umas porcariazinhas, claro, que ninguém é de ferro.

Como eu já estava com um espinafre na geladeira começando a querer murchar, resolvi fazer um macarrãozinho rápido com espinafre.


Coloquei a água do macarrão para esquentar, e enquanto isso ralei um dente de alho e piquei dois punhados de espinafre. Refoguei o alho no óleo (fica mais gostoso na manteiga, mas não posso... :( snif) junto com cominho em pó e noz moscada ralada. Enquanto isso coloquei o macarrão na água salgada e com um fio de óleo. Daí juntei o espinafre ao alho, salguei e refoguei até murchar bem. Quando o macarrão ficou pronto, juntei ao espinafre.

*Obs.: Na embalagem do macarrão diz que o cozimento leva de 5 a 7 minutos - é mentira. O integral leva, sim, mais tempo que o comum. Vá provando para ver o ponto.

Foi uma refeição super rápida e prática. E, é claro, gostosa e saudável. Mas, ainda assim, macarrão é macarrão. Engorda mesmo, então não é pra todo dia! rsrs

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Temporariamente desatualizado por motivo de falta de saúde

Ando muito triste comigo mesma...

Estou sempre planejando fazer alguma coisinha nova para colocar aqui mas não ando muito bem, e nas poucas vezes em que me convenço a ir para a cozinha acabo fazendo uma coisinha muito básica e ainda fico com preguiça de fotografar.

Para encurtar a odisséia, foi uma semana de gripe, uma semana de dores de cabeça fortíssimas provocadas por um tendão distendido na nuca, uma semana de exames médicos (nem queira saber), uma visita de urgência ao hospital e estamos agora entrando na quarta semana - que começou com um exame de sangue que deixou meu braço parecendo uma berinjela, de tão roxo.

Ainda não terminei a via sacra de médicos, clínicas e laboratórios, mas até o momento já descobri uma certa intolerância à lactose e à farinha de trigo branca, além de uma contaminação por níquel. Já é o suficiente para que eu faça algumas alterações consideráveis na minha alimentação - e, por consequência (sem trema mesmo, como mandam as novas regras), nas receitinhas que tenho e que vou aprender.

Tenho lido muito e ficado muito em casa, já que minha jornada de trabalho é atualmente nula. Quero aproveitar o tempo livre para arrumar meu lar doce lar, pois apesar de já estar aqui há dois anos ele ainda não tem cara de lar. Quero aproveitar também e tirar as férias que há 4 anos não tiro - ou seja, ficar em casa de pernas para o ar. Tenho preguiça e uma falta de vontade crônica de viajar.

Espero que a temporada de médicos termine logo para que eu possa voltar a me divertir na cozinha.

Enquanto isso, só posso me desculpar pela ausência.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ando sumida...

Sim, ando sumida daqui. Estou numa fase pouco internética, mas bastante cozinheira.

Eu não sei cozinhar. Quero dizer, sei que minha mão é ótima pra fazer doces, mas na hora de fazer alguma coisa salgada não sei nem por onde começar. Sou daquelas que faz a comida sem sal por medo de deixar salgada, e quando resolvo tentar acertar acabo exagerando.

Agora que não estou trabalhando de manhã tenho mais tempo para fazer algo que sempre quis: aprender a cozinhar de verdade.

De uns dias pra cá ando me aventurando um pouco mais na área salgada da minha cozinha. Fiquei extremamente orgulhosa de mim quando fiz um almoço completo sozinha, sem pedir ajuda para ninguém. E o sal estava no ponto! rsrs

Já fiz vários refogados que não constavam na minha pequena lista de pratos seguros, fiz pela primeira vez lasanha, molho branco e espinafre (olha o tipo da novata), os três no mesmo prato e adorei o resultado. Tá certo, demorei um tanto na cozinha para preparar tudo, mas o resultado foi muito melhor do que eu imaginava.

Fiz também alguns bolinhos doces, mas desses não vou falar porque agora estou feliz pelos salgados.

Sábado passado fiz as Empanadas Minué, receita que tirei do site da Laila, o Comidinhas do Bem. A única alteração que fiz foi trocar metade da farinha de trigo pela integral. O resultado foi excelente, principalmente porque sempre fui muito reticente na hora de fazer massas - por causa da bagunça, da espera para a massa crescer e por não ter uma batedeira com batedor em formato de gancho (ainda compro uma). Mas a massinha dessa empanada não tem nada disso, é só misturar bem os ingredientes numa tigela e usar. Amei. Não bati fotos porque minhas habilidades ainda não estão assim tão boas que eu consiga fazer as bordinhas bonitinhas como devem ser. Estavam deliciosas, mas tinham cara de pastéis. rsrs

Hoje meu post não tem receita, só queria me desculpar pela ausência. Prometo me esforçar mais e aparecer mais vezes.

Beijos
Ba

domingo, 21 de setembro de 2008

Uma trégua, por favor...

Ando com o estômago pedindo uma trégua. Desde sexta-feira da outra semana (12) estou sentindo dores na boca do estômago e náuseas. Admito que o cachorro quente talvez não tenha sido uma grande idéia, mas quando é que eu iria imaginar que a dor iria permanecer comigo por tanto tempo? (Além do quê, as lombrigas não iam me dar folga. E ele estava bem gostoso!)

Com isso, ando meio parcimoniosa nas refeições. Tenho uma dieta ultra-light que entra em vigor em situações como esta, a aqui em casa é ela quem está ditando as regras desde quinta-feira (18).

Aproveitando que tomei a decisão de aproveitar um pouco mais a vida (não tenho trabalhado mais durante as manhãs desde terça-feira desta semana (16)), agora tenho tempo de fazer algo que desejo há muito tempo: beber um suco de frutas fresco assim que acordo.

Uso minha técnica de não pensar para não criar empecilhos para mim mesma (ai, a preguiça de lavar a louça depois) e parto para a cozinha assim que acordo. Isso tem me feito muito feliz, e o estomaguinho fica agradecido. Um suquinho de laranja com mamão feito na hora não tem preço.

Ontem, sábado, eu estava incomumente inspirada e me dei ao trabalho de fazer uma saladinha para o almoço. Fiz também arroz, feijão e abobrinha refogada, mas o que me fez mais feliz foi a salada, mesmo. Detesto lavar folhas, então toda vez que consigo produzir uma saladinha aqui o evento é motivo de satisfação pessoal, uma pequena vitória.

Na minha saladinha de hoje tinha alface roxa, rúcula, tomate, pimentões vermelho e amarelo, queijo branco light (porque acho o tradicional muito gordurento) e manjericão seco. Me fez uma pessoa muito feliz. :D

Espero conseguir ter força de vontade para manter uma dietinha pelo menos mais ou menos saudável para me sentir melhor, já que o gastro só me atende dia 13 de outubro.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Cachorro quente de lanchinho

Depois de dias com as lombrigas me atiçando para fazer um cachorro quente, cedi. Mas não sou de fazer cachorro quente jogando a salsicha na água quente pra ferver e depois colocando essa coisa insossa no pão com maionese. Meu cachorro quente é de lanchinho, ou melhor: de festinha de criança.

Começo fatiando as salsichas (fiz um pacote inteiro, pois estava com as duas dragas em casa) e picando uma cebola e um dente de alho.

Depois, refogo a cebola em óleo por uns 3 minutos, junto o alho e refogo um pouquinho mais. Então junto as salsichas fatiadinhas e refogo um pouco também. Sim, refogo tudo, quinhentas vezes... hehehe

Quando a salsicha já deu uma fritadinha, junto água (medida no olho, o suficiente para cobrir a salsicha e um pouquinho mais) e uma lata de molho de tomate. Às vezes eu faço o molho de tomate também, mas ando com preguiça de picar tomates. rsrs

Deixo a mistura alguns minutos no fogo até a salsicha cozinhar e o molho dar uma engrossada, mexendo de vez em quando. Um pouco antes de tirar adiciono manjericão seco e algum outro tempero, se for usar. Desta vez não usei.

A louca aqui gosta de cachorro quente com requeijão, vá entender. Catchup e mostarda também. E queijo. E, quando está dando sopa, um alfacinho, ou um brotinho...

Tá bom, e come com talheres. Gosto da bagunça do sanduíche sim, mas no prato, não nas minhas mãos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Torta Mousse de Chocolate

Eu sempre digo de que todo relacionamento alguma coisa de bom a gente tira, nem que seja só a experiência.

Esta receita veio da mãe de um ex-namorado. Aprendi com ele também a lavar a louça com as pernas afastadas para não precisar me inclinar sobre a pia e a furar a caixa de leite em cima para não espirrar na hora de servir (é mais fácil e rápido do que cortar a outra ponta - dá uma tesourada mesmo). Dicas, aliás, que repasso com prazer. Mudaram minha vida.

Dia 05 de Setembro é (foi) aniversário do meu pai, portanto fiz uma pequena reunião aqui em casa no sábado (06). Ele é chocólatra assumido e sei que se tivesse feito só uma mousse de chocolate ele teria ficado bem satisfeito, mas como eu já havia me programado para fazer esta torta no aniversário da minha avó e não pude, aproveitei para fazê-la agora, já que os ingredientes estavam todos aqui.


Torta Mousse de Chocolate

Massa

200 g de biscoito maisena
150 g manteiga sem sal gelada
chocolate em pó a gosto (+/- 2 colheres)

Triturar o biscoito no liquidificador, colocar em uma tigela e misturar com a manteiga e o chocolate até ficar uma massa homogênea. Cobrir a forma e deixar na geladeira por 2 horas (eu bato tudo no processador e deixo na geladeira só o tempo necessário para fazer a mousse. Às vezes sou boazinha e deixo um pouco mais).

Recheio

2 latas de doce de leite
2 latas de creme de leite sem soro (o da Nestlé é melhor pq é mais durinho)
Chocolate em pó a gosto (eu uso umas 4 colheres, mas vai experimentando)

Mistura tudo em uma tigela e coloca sobre a massa (sim, é essa dificuldade toda).


Cobertura

A receita original usa 250 g de creme de mesa batido com açúcar, mas eu uso o Chantimix da Amélia (líquido), que pode ser encontrado em lojas distribuidoras de ingredientes para doces. Faça como manda a embalagem.


Obs.: O Chantimix Amélia é vendido em embalagens de 2 tamanhos, a de 1 litro e a de 200 ml, em lojas distribuidoras de doces (já encontrei também no Wal-Mart). Na caixa diz que rende 4 vezes, mas não acredite (sim, cresce, mas nem tanto)! Para cobrir a torta use 2 caixinhas de 200 ml.

* Estou com desejo de cachorro quente. Daqui a pouco acho que sai alguma coisa...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Torta de Amendoim

Tem gente que diz que só porque tem bolacha na torta, ela é um pavê.

Pouco me importa - isso é só nomenclatura.

O que eu quero saber é do gosto.

Domingo passado foi a festa de aniversário da minha avó, rolou festerê na chácara, tios prepararam risotos que não fotografei porque cheguei atrasada - tive que levar meu irmão ao hospital para tratar de uma crise de bronquite.

A torta/pavê foi muito elogiada, e diversas pessoas pediram a receita. Coisa que se faz, assim, por educação. rsrs

Sei que entre pedir a receita e prepará-la existe uma grande distância - sou a maior prova disso. Ainda não fiz o macarrão na panela de pressão que minha tia me passou a receita meeeses atrás. Mas não importa, porque eu ainda vou fazê-lo. Só preciso parar um pouco em casa...


Torta de Amendoim

Ingredientes:
Base:
200 g de bolacha maizena
150 g de manteiga

Recheio:
1/2 kg de amendoim torrado e moído
250 gramas de manteiga
400 gramas de açúcar refinado
3 claras batidas em neve
3 gemas
2 latas de creme de leite sem soro
200 gramas de biscoito de maisena
1 pitada de sal

Preparo:
Base:
Bata as bolachas no liquidificador até virar pó. Coloque no processador junto com a manteiga e bata até formar uma mistura homogênea. Vai ficar parecendo uma farofa.

Coloque o aro de uma forma de abrir sobre o prato onde será servida a torta e adicione a mistura, pressionando bem. Tome cuidado para que a base preencha toda a extensão do aro. Talvez não seja necessário usar toda a mistura, depende da altura que vc quer a base.

Alise com as costas de uma colher e coloque na geladeira para endurecer por pelo menos 30 minutos (a receita original manda deixar 2 horas, eu não deixo em os 30 minutos que estou recomendando hehehe).

Recheio:
Primeiro prepare o creme: bata a manteiga e o açúcar, acrescente as gemas e bata mais um pouco. Adicione os outros ingredientes e misture até formar um creme bem homogêneo.

Coloque um terço desta mistura sobre a base de bolacha, faça uma camada de bolachas e alterne até chegar na última camada de recheio, que deve ficar por cima. Voce terá três camadas de massa de amendoim e duas de bolachas, sem contar a base.

Leve à geladeira para tomar consistência.

Quando a torta já estiver consistente o suficiente, retire o aro cuidadosamente e decore, espalhando grãos de amendoim torrado por cima (ou dos lados, como eu fiz).

Sirva bem gelada.

* Obs.: A receita original desta torta é servida em uma travessa, sem a a base de bolacha. Eu fiz a base porque queria servir da maneira acima descrita, e sem a base a mistura grudaria toda no prato. Mas da outra maneira ela também é excelente (e até um pouquinho mais fácil...)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Brigadeiro de copinho

Não tem estômago virado que me impeça de fazer um brigadeiro. Ainda mais quando sobra o amendoim da outra torta (claro, sobra de amendoim é uma excelente desculpa para fazer brigadeiro... rsrs).

É claro que o brigadeiro não piorou meu estômago. Na verdade, acho que brigadeiro é meio medicinal. Nem que seja só psicologicamente, a gente se sente melhor. E é isso que faz toda a diferença.

E isso porque a criança aqui nem deixou a parada esfriar antes de atacar. Minha mãe ensinou que brigadeiro quente dá dor de barriga, mas aí entram duas questões:

1 - Eu já estava com dor de barriga! Acredite - pior não ia ficar.
2 - O brigadeiro já estava morno. Ninguém me falou nada sobre brigadeiro morno...

Tinha sobrado um copinho que eu pretendia colocar na geladeira pra ver como ficava, mas o A. (gatinho, formiga total) atacou a parada e não deixou nem rastro (tá, mentira, depois que ele começou eu acabei ajudando).

O meu brigadeiro nunca é normal, é sempre mistureba. Depende do que tem em casa, na despensa ou na geladeira.

E tem outra... as medidas nunca são exatas, é tudo no olho.

Brigadeiro de copinho

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 colher de manteiga ou margarina (eu costumo usar a culinária de tablete, mas é só porque é mais fácil pra medir)
2 colheres de chocolate em pó (não gosto de brigadeiro muito forte nem uso achocolatado, acho que fica muito doce)
canela em pó a gosto
cardamomo em pó a gosto
cerca de meia caixinha de creme de leite
amendoim torrado e quebrado a gosto (compro pronto, é lógico - devo ter usado umas 3 colheres de sopa, o que sobrou da torta)
côco ralado (tava dando sopa na geladeira. Usei umas 2 a 3 colheres de sopa)

Preparo:
Coloquei em uma panela em fogo médio o leite condensado, a margarina, o chocolate, a canela e o cardamomo, mexendo sempre.

Quando os ingredientes se misturaram bem, juntei o creme de leite e continuei mexendo.

Quando a mistura atingiu a consistência desejada (sim, estava desgrudando do fundo da panela) tirei do fogo e juntei o amendoim e o côco.

Servi nos copinhos (rendeu quatro), levei para a sala e me acabei.

* Da próxima vez, acho que vou colocar um pouco mais de creme de leite pra tirar um pouco mais do doce. Do jeito que está, sirva acompanhado de algum líquido (ele fica intenso)!



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Um desastre culinário sem explicação

Crianças, não tentem isso em casa. Adultos, por favor, também não - eu suplico.

Dia 1º de setembro é aniversário da minha avó - ela completa 81 aninhos. Em reunião para decidir em que restaurante faríamos o jantar, alguém sugeriu que meu tio Milinho fizesse um de seus famosos risotos. Animada com a idéia, me ofereci para fazer a sobremesa.

Até aí tudo bem.

Querendo fazer algum doce diferente dos que costumo fazer, dei uma olhada nos meus Delicious... e escolhi a Tarte de Brigadeiro com Nogat de Nozes, que já andava namorando há dias. Linda na foto, de dar água na boca.

Acho que isso já deve ter acontecido com todo mundo - e comigo não é a primeira vez que acontece. Você segue a receita ao pé da letra, mesmo desconfiando que aquilo não vai dar certo - vai saber, né, vai que dá. E é claro que não dá.

Isso é extremamente frustrante, afinal de contas, você foi ao mercado para comprar os ingredientes, gastou seu tempo e $ para fazer a receita e, não menos importante, deixou uma montanha de louça na pia.

Mas dessa vez acho que foi muito pior. Enquanto processava os ingredientes da base, a peça da lâmina do processador subiu e empurrou a parte plástica que protege a tampa. Na velocidade em que estava girando, a peça plástica foi soldada na tampa (não saiu nem com alicate). E isso tudo para uma base que, é claro, não deu certo. Tá lôco.

Depois de arrumar a base (na mão, é claro), coloquei na forma e fui fazer o recheio.

Um dos ingredientes do recheio é gelatina em folha incolor. Como não tinha incolor no mercado e a receita era só para fazer um teste, comprei assim mesmo - a vermelha.

Então vamos lá, fazer o brigadeiro (que a essas horas já estava achando pouquíssimo em relação à quantidade de massa da base).

Sem grandes mistérios aí - tirando a minha grande dúvida: claras em neve no brigadeiro quente? Será que isso é uma boa idéia?

Mais uma vez, ignorei meus pensamentos infiéis e segui a receita.

Depois de colocar o recheio sobre a base e constatar que eu estava certa - faltou muuuito recheio nessa torta - nem pensei em fazer o praliné. Já tinha dado tanta coisa errada, e nozes estão caras. Abandonei o corpo.

Dia seguinte, ignorando o bordô do brigadeiro, provei a torta. Tinha uma consistência grudenta e esponjosa (a gelatina, claro) e uma tentativa de aerado no meio. O sabor não estava nem um pouco ruim, estava até gostoso (afinal, é brigadeiro) mas ficou extremamente encoberto pela enorme quantidade de massa da base.

Conclusão: Devo ter feito alguma coisa muito errada, pois tenho certeza de que a foodie que postou a receita deve ter conseguido um resultado muito melhor do que o meu. Além de dar tudo errado, a torta ficou com gosto de base de bolacha. Nada contra, mas pra isso não precisava ter feito o recheio.

* Achei a idéia da torta muito boa, mas aqui não funcionou. Depois de muitas adaptações e extensivos testes, postarei o resultado quando achar que este merece.

Obs.: Para o aniversário da avó, desisti de me aventurar pelo desconhecido: farei duas outras tortas que já conheço bem. Posto depois.